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Como você pensa dinheiro?

Na hora de usar seu dinheiro, você consegue ser racional? Pois é, às vezes é difícil evitar ser influenciado…

Imagine que você quer comprar um caderno.

Você chega na papelaria, escolhe o modelo e vê que ele custa R$ 20,00.

No momento que você pega o caderno para levar para o caixa, um outro cliente da papelaria passa por você e fala: “Nossa, que absurdo! Esse caderno na papelaria aqui perto custa só R$ 11,00.”.

Você conhece essa outra papelaria, e sabe que ela está há 10 minutos de distância. São R$ 9,00 a menos, e parece tentador largar tudo ali e comprar o caderno mais barato. Certo?

Agora, imagine que ao invés de um caderno você esteja comprando um videogame. Você chega na loja e ele está ali, pronto para você comprá-lo. O preço? R$ 2.999,00.

Incrivelmente, olha quem aparece: o outro cliente que te deu a dica do caderno. E ele te fala “puts, isso ta só R$ 2.990,00 na loja a 10 minutinhos daqui só. Esse pessoal acha que a gente é otário”.

Menos tentador largar seu produto ali, né?

Se você, assim como eu, escolheria comprar o videogame um pouco mais caro mesmo assim, esse texto é especialmente para você. É chato te contar isso, mas nós temos um problema.

Nos dois casos a economia é exatamente a mesma: R$ 9,00. E a distância, propositalmente, também é igual. Mas tem algo sobre o valor do produto em si que engana a gente.

Quando vamos comprar um produto barato, essa economia parece valer a pena, como no caso do caderno. Mas a mesma economia não é atraente com um produto mais caro.

O que importa, no fim das contas, é que o valor do dinheiro é um só. Porém, nossa ideia sobre o dinheiro é relativa.

Este texto hoje aqui fala sobre esse nosso relativismo na hora de fazermos decisões financeiras.

Dificilmente nós sabemos os valores exatos de algum produto ou serviço. Afinal, qual o valor justo de um celular? E de um apartamento?

O que fazemos então para tomar uma decisão? Comparamos coisas.

Está cheio de sites de comparativos de produtos por aí, e até sites de comparativos de preços. Claro que vamos querer pagar o menos possível por algo de qualidade, é O SONHO.

Aqui que está o problema: as empresas e lojas sabem que vamos tomar nossas decisões pela comparação. E elas exploram isso para nos induzir a tomar certas decisões.

Duvida?

Oferta da Black Friday: aquele produto que você queria aumentou o preço e depois colocou que estava com 50% de desconto. O famoso “custa metade do dobro”.

Ou então quando a vamos no McDonalds e nos oferecem para aumentar a batata por R$ 1,00. Nossa, da média para grande por só R$ 1,00 a mais. Só sendo burro para não aproveitar essa pechincha. E você não é burro, então você aceita.

Comparamos e, irracionalmente, decidimos por algo que não queríamos realmente. Mas não se preocupe, isso é uma forma de pensar super normal.

E se você parar para refletir um pouco, isso não se aplica somente a decisões de compras. Muitos aspectos da sua vida sofrem os mesmos efeitos.

“E como evitar isso?”. Ótima pergunta!

Você parece que está querendo ser mais responsável com o dinheiro e isso é excelente.

Bom, sinto te dizer, mas é provável que você continue passando por isso a vida toda. Mas, pelo menos, podemos diminuir seus efeitos ou até tomar cuidados para fazermos melhores escolhas vez ou outra.

A coisa fica mais complicada quando queremos comprar um produto, mas não escolhemos ainda qual modelo e marca.

Como a base de decisão é a comparação, então precisamos cuidar do que estamos comparando. Porque depois que você já cai nessa ideia de sair comparando inúmeros modelos, é difícil voltar atrás.

Cuidando daquilo que nos expomos, isso é, reduzindo o número de coisas que comparamos, fica mais fácil evitar cair nesse papo.

Se quiser um bom critério, já saiba o preço que você está disposto a pagar pelo produto. Isso evita ir subindo de pouco em pouco o valor do que você está buscando.

Quando for ler um comparativo, ou ver uma análise de produto, também tenha certeza de que não se trata de uma publicidade disfarçada para te convencer a adquirir determinada marca.

A tecnologia também pode ajudar a gente.

Se você estiver buscando um produto específico, esses sites que mostram a variação do preço e onde o produto está mais barato são ótimos.

Só de saber que você está exposto a sofrer tal efeito na hora de tomar uma decisão de compra, já é um grande passo para fazer escolhas mais conscientes.

“E isso pode ter um lado positivo?”. Você realmente faz excelentes perguntas, nossa!

Mas isso é um assunto que merece outro texto. Nos vemos em breve!

 

Gabriel Duarte
Fundador do Oinc



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