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TICK, TICK BOOM… A Reserva de Emergência

Se você acompanha os grandes lançamentos da Netflix, ou está maratonando os indicados às principais categorias do Oscar 2022, certamente tem na sua lista de filmes o musical Tick, Tick Boom. 

Esse texto contém spoilers do filme. 

 

 

Com Andrew Garfield concorrendo na Categoria de Melhor Ator pelo personagem principal, Jonathan Larson, o filme biográfico traz os dias de luta do diretor de teatro, que vivia a vida correndo contra o tempo. Tick, Tick. 

 

O filme narra o período em que Larson estava trabalhando no workshop para sua peça “Superbia”, um pouco antes do seu aniversário de 30 anos, um marco de ansiedade e angústia. Larson questionava suas falhas e conquistas antes de atravessar esse marco da vida adulta. 

 

Narrando a vida desse talentoso artista, que não viveu para ver seu grande trabalho reconhecido, o filme retrata um estágio da vida de um jovem-adulto que é muito relacionável com quem está trabalhando loucamente para atingir seus objetivos e sonhos. 

 

Além disso, toda narrativa está intrinsecamente ligada à vida profissional dos personagens, e passa também pela vida financeira, mesmo que isso seja de forma muito sutil. 

 

O melhor amigo de Larson, Michael, desistiu da carreira artística para trabalhar como executivo em uma grande empresa e fazer dinheiro. Sua namorada, Susan, estava considerando deixar a cidade por uma oportunidade de emprego mais estável. 

 

Larson fazia bicos e trabalhava em uma lanchonete para conseguir pagar as contas e até investir um pouco no que precisasse para fazer o musical acontecer. 

 

A ideia desse post não é ser uma análise do musical, mas uma reflexão sobre uma das muitas angústias do filme. Não a angústia dos 30 anos, não a angústia dos amigos HIV positivo, não a angústia de se arriscar a lançar algo novo, não a angústia do relacionamento aos pedaços… A angústia de trabalhar muito e não ter uma proteção financeira. 

 

Óbvio, como um recurso artístico, a construção do personagem que se importa muito com sua obra e pouco com seu dinheiro, e cortam a energia da sua casa bem no momento em que ele tem a ideia para uma música, é muito poderosa. 

 

Mas na vida real é uma passagem muito angustiante. 

 

Quando estamos em momentos, sejam pessoais ou profissionais, que demandam muita energia e dedicação, a última coisa realmente que nos importamos é saber se a conta de luz está paga ou não. 

 

Na verdade, se ela não está, acaba se tornando mais um fator que gera ansiedade e angústia. Sem romantizar – pagar as contas básicas é importante e tira o sono de qualquer um. 

 

O que nos leva à reserva de emergência. 

 

Sem querer teorizar se o personagem deveria ou não ter uma – na verdade, todo mundo deveria ter uma – são momentos como de grande estresse de um grande projeto que vai mudar sua vida, uma grande aposta na sua carreira, que a reserva de emergência está lá para te salvar. 

 

Te salvar de mais uma angústia ou ansiedade para se preocupar, ou de simplesmente ter a tranquilidade de que a conta de luz está paga e não vai ser cortada quando você está tendo uma epifania. 

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